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NOVOS NEGÓCIOS: ESTRUTURA PESSOAL, FAMILIAR E FINANCEIRA

Olá, pessoal!

Em nossas últimas conversas, falamos sobre motivos para a abertura de um empreendimento, sobre a escolha de um sócio e também da importância de se alinhar visões sobre o que será e como funcionará o empreendimento.

É só isso? A resposta, como você deve imaginar, é não.

Você também deve refletir sobre a estrutura que possui, de fato, para abrir um negócio. Na verdade, são várias as estruturas necessárias sobre as quais você deve refletir, dentre as quais:

  • estrutura pessoal e emocional
  • estrutura familiar
  • estrutura financeira

Estrutura pessoal e emocional

Em linhas gerais, essa estrutura pode ser resumida a um questionamento: qual risco você dá conta de assumir? E qual risco você não dá conta?

É preciso refletir sobre algumas pressões que o empreendedor será submetido:

  • O empreendedor não terá toda a liberdade do mundo de se ausentar do negócio para lazer ou compromissos pessoais. Pelo contrário: enquanto o negócio está engatinhando, o empreendedor precisa focar 100% o andamento do negócio, cuidando também para que outras pessoas desenvolvam competências para tal;
  • O empreendedor será responsável não só pelos seus proventos. Tendo funcionários, o empreendedor se torna responsável indireto pelo sustento das famílias de seus funcionários. E, acreditem: essa responsabilidade é imensa. Mas, ao contrário de ser vista como um “contra”, deve ser vista como um estimulador de ações de inovações e melhorias, tanto por parte do empreendedor, quanto por parte do funcionário;
  • O negócio, no seu início e na fase de planejamento, apresentará estimativas de retornos, que podem ser mais ou menos precisas. Essa instabilidade de ganhos pode causar sérios danos à saúde mental do empreendedor que não está preparado para lidar com instabilidades ou avaliou mal o negócio que decidiu montar;
  • O empreendedor irá encontrar muitos revezes (baixo movimento, concorrência acirrada, problemas produtivos, crises financeiras etc.). E, sendo empreendedor, toda a motivação para continuar está dentro dele mesmo. Ou seja: o empreendedor não pode contar com um patrão que o motive – afinal, o patrão passa a ser ele mesmo quando toma a decisão de empreender. Não bastasse se automotivar, o empreendedor deve também buscar construir formas de motivar seus funcionários – afinal, é esse o papel dele nessa nova função.

Por isso, o empreendedor deve se perguntar se dá mesmo conta de tantas questões.
Mas é “só” isso? Claro que não. O empreendedor deve pensar também sobre qual o apoio externo de seus entes próximos.

Estrutura familiar

Além da estrutura psicológica e pessoal, o empreendedor deve refletir se sua família e entes queridos estão preparados para lidar com as demandas do empreendimento.

Trabalhando ou não junto ao empreendedor, sua família deve estar preparada para o fato de o empreendedor estar constantemente pensando no negócio e trabalhar por longas e exaustivas horas. A família deve, também, estar preparada para eventuais momentos estressantes e de baixo retorno financeiro.

Um empreendedor, por mais motivado e preparado que esteja, pode sucumbir a pressões familiares como o caso do “deixa disso, vamos viajar” em momentos cruciais para o empreendimento.

Em linhas gerais: a família deve “jogar junto” com o empreendedor, buscando se ajustar a esse novo momento da vida do ente querido. Por isso, o empreendedor deve, em todos os momentos, consultar e conscientizar a sua família quanto à nova fase a ser vivida, explicando que todo processo em seu início é penoso e árduo, mas que, com o apoio de todos, os benefícios serão maiores do que as potenciais “perdas”.

Estrutura financeira

Além de o empreendedor estar psicologicamente preparado para lidar com os novos desafios de um novo negócio e de ter uma família verdadeiramente “parceira” (que esteja jogando no mesmo time), o empreendedor deve também ser cauteloso e se planejar no longo prazo.

Isso significa que o empreendedor deve possuir uma reserva financeira inicial para aguentar os longos meses (ou até mesmo anos) que o negócio irá demorar para apresentar lucros reais. Isso significa que o empreendedor precisa, preferencialmente, ter provisionado recursos para se sustentar durante este período.

Em muitas situações, o empreendedor abriu o negócio justamente pela necessidade de sustento de sua família e de si mesmo. Não tem, portanto, nenhum capital guardado para estes momentos iniciais. E aí, o que fazer? Neste caso, o empreendedor deve planejar tudo de forma ainda mais cautelosa. Ouvir mais. Coletar mais dados. Tecer planejamentos conservadores, que não sejam nem excessivamente otimistas nem causticamente pessimistas.

A dica aqui é: independente da circunstância, o planejamento pode e deve ser realizado, com base em informações válidas e com extremo cuidado, para que o empreendedor analise as suas reais condições de abertura de empreendimentos.

Estudos do SEBRAE (2016) mostram que 26% das empresas encerram atividades antes dos 2 primeiros anos de existência. Entre as principais causas desse fenômeno estão: falhas no planejamento prévio da abertura do negócio, falta de competência gerencial e falta de capacitação.

Diante destas estatísticas, foco no planejamento!

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SOBRE O CEPECAF

O CEPECAF – Centro de Pesquisa e Capacitação da Empresa Familiar tem como propósito dar visibilidade a um tipo de organização de extrema importância econômica e relevância social em nível mundial: a empresa familiar.

O CEPECAF nasceu na FCAV-UNESP, campus Jaboticabal – SP, sob a coordenação geral da Profa. Dra. Lesley Carina do Lago Attadia Galli, docente e pesquisadora da instituição. Atualmente, o grupo vem ampliando sua abrangência, englobando estudantes e pesquisadores de outras universidades brasileiras e do exterior.

A presença do CEPECAF em uma plataforma digital é uma conquista muito importante na medida em que aproxima ainda mais o grupo da comunidade, por meio da articulação de diferentes mecanismos de comunicação e interação junto ao nosso público-alvo.

Certificado pelo CNPq, o CEPECAF realiza diversas de atividades de ensino, pesquisa e extensão, esperando contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento e sustentabilidade das empresas familiares.

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