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RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

As forças políticas, econômicas e sociais são responsáveis pela criação de um ambiente mercadológico competitivo e volátil, no qual produtos e serviços deixaram de ser fatores de diferenciação para uma empresa. Nesse contexto, a preocupação com os aspectos socioambientais tem gerado sérios questionamentos nos diversos setores da economia mundial.

Atualmente, a avaliação do desenvolvimento econômico de um país, que leva em conta o seu impacto sobre o meio ambiente e a sociedade, é algo que tem sido discutido praticamente no mundo inteiro. Desta forma, acredita-se que o conceito de responsabilidade socioambiental tornou-se o paradigma quase universal para a avaliação dos efeitos ambientais, provocados pela constante busca do crescimento econômico.

Dado do Relatório da World Wide Fund for Nature (2015), organização não governamental internacional, que atua no Brasil desde 1970, nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental, indicam que a perda da biodiversidade e a modificação do clima mundial estão entre os principais impactos causados pela degradação. Há indícios de que espécies essenciais para a pesca comercial e de subsistência – e, consequentemente, para o suprimento de comida do planeta – estão sofrendo declínios acentuados. Além da severa queda nos estoques de peixes comerciais, o relatório detalha a dramática perda de 74% de indivíduos nos estoques de peixes que incluem atuns, cavalas e bonitos.

Relatos recentes da WWF (2017) apontam que a ameaça representada pela perda da diversidade biológica e pelas alterações no clima da Terra vem sendo alvo de algumas iniciativas internacionais nos últimos anos. Entre elas, destaca-se o Acordo de Paris, firmado por 195 nações, em dezembro de 2015, para conter a elevação da temperatura média do planeta. Segundo a WWF, os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados em setembro do mesmo ano e que formam uma agenda para melhorar a vida das pessoas e do planeta, constituem outra iniciativa, assim como as Metas de Aichi, de 2010, que estabeleceram objetivos para a conservação da biodiversidade e ecossistemas a serem cumpridos até 2020.

Diante deste problema, a preocupação com o consumo já está na pauta das principais discussões ambientalistas desde a década de 60. Desde então, algumas ações vêm gerando debates e recebendo atenção especial nas comunidades acadêmica e empresarial nas últimas décadas, cujo escopo é tentar integrar a responsabilidade socioambiental ao planejamento estratégico das organizações, especificamente no tocante ao meio ambiente, por se tratar de uma variável que precisa ser levada em consideração pelas empresas na condução de seus negócios

Entre as alternativas que se apresentam é possível, por exemplo, observar a geração de discussões em torno da responsabilidade socioambiental das corporações, consideradas fundamentais na promoção do bem-estar ambiental e social. É importante salientar que a adoção de tal postura pelas empresas não se trata apenas de um ajuste às questões relacionadas à legislação específica. Trata-se acima de tudo, de uma resposta mercadológica local e até mundial, que precisa ser dada à comunidade empresarial à comunidade social. Afinal, o que está em jogo não é apenas uma questão de combate à degradação ou à poluição ambiental, mas todo um processo voltado para a satisfação das necessidades, sem comprometer e colocar em risco os direitos humanos no presente e no futuro.

As tragédias que devastaram Mariana-MG em 2015 e Brumadinho em janeiro deste ano, trazem a necessidade de se refletir mais criticamente sobre o real significado de Desenvolvimento Sustentável (DS) e a sua relação com a responsabilidade socioambiental corporativa. De acordo com o Relatório de Brundtland (ONU, 1987), desenvolvimento sustentável deve satisfazer as necessidades atuais, preservando a capacidade de se satisfazer as necessidades das gerações futuras. Assim, o conceito de sustentabilidade é reproduzido na cultura organizacional com base no Triple Bottom Line – TBL – que em português, significa “tripé da sustentabilidade”.

O modelo do TBL unifica, ao mesmo tempo, o resultado econômico, a resposta social, e os impactos ambientais, denominado “3P’s”: people, planet, profit, equilibrando essas dimensões ao mesmo tempo em que as organizações utilizam desses três pilares para a realização de divulgação de seus resultados e como políticas norteadoras de suas tomadas de decisões. É a combinação dos pilares deste” tripé” que vai transformar as empresas financeiramente viáveis, ambientalmente corretas e socialmente justas, de modo que sejam rentáveis, sustentáveis e mundialmente lembradas e principalmente, reconhecidas pela sua reputação ambiental e social.

Adicionalmente a isso, destaca-se que quando se observa também o comportamento das pessoas, constata-se que ainda há muito a ser feito no que se refere às questões ambientais, já que elas nem sempre fazem uma reflexão crítica antes de descartarem lixo – que varia de um simples guardanapo de papel que acompanhava o salgado que compraram, a sofás, camas e outros materiais que deixaram de usar- em qualquer das ruas e avenidas, sem se questionarem as consequências que isso poderá gerar, tais como: entupir bueiros que não conseguem escoar as águas da chuva e alagar suas próprias casas.

É preciso pensar sobre essas questões de maneira mais ampla e se conscientizar que o dano ambiental não é um produto exclusivo de irresponsabilidade das empresas, mas também das pessoas, que também, contribuem para a degradação do ambiente de várias maneiras (por exemplo: descuidados da eliminação de resíduos, hábitos pobres de consumo etc.). É preciso ainda, que as pessoas se conscientizem que os atuais problemas ambientais resultam inevitavelmente de uma crise de maus comportamentos das corporações e de toda a sociedade, que insistem em degradar e poluir o ambiente que lhes abriga e lhes garante a vida, inclusive dos governos das esferas federal, estadual e municipal que não fiscalizam tais condutas.

Acredita-se que o maior desafio reside em as pessoas de todos os lugares do planeta (empresários, consumidores, governos) realmente desejarem ter um planeta mais sustentável e cada uma delas fazer a sua parte. Mas o maior desafio de todos é os governos fazerem o que eles sabem que precisam ser feito e dar as devidas condições para que produtores e consumidores façam a parte deles. A pouca ou nenhuma vontade política tem sido testemunhada nos diferentes momentos em que os países dos vários lugares do mundo se reuniram para discutir o que fazer e como fazer para tornarem o planeta um melhor lugar para se viver.

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SOBRE O CEPECAF

O CEPECAF – Centro de Pesquisa e Capacitação da Empresa Familiar tem como propósito dar visibilidade a um tipo de organização de extrema importância econômica e relevância social em nível mundial: a empresa familiar.

O CEPECAF nasceu na FCAV-UNESP, campus Jaboticabal – SP, sob a coordenação geral da Profa. Dra. Lesley Carina do Lago Attadia Galli, docente e pesquisadora da instituição. Atualmente, o grupo vem ampliando sua abrangência, englobando estudantes e pesquisadores de outras universidades brasileiras e do exterior.

A presença do CEPECAF em uma plataforma digital é uma conquista muito importante na medida em que aproxima ainda mais o grupo da comunidade, por meio da articulação de diferentes mecanismos de comunicação e interação junto ao nosso público-alvo.

Certificado pelo CNPq, o CEPECAF realiza diversas de atividades de ensino, pesquisa e extensão, esperando contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento e sustentabilidade das empresas familiares.

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