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CNV como ferramenta de gestão de pessoas

O conceito Comunicação Não Violenta (CNV) foi criado pelo psicólogo Marshall Rosenberg na década 1960, e foi em 1984 que fundou a ONG (https://www.cnvc.org/) que se dedica à promoção no mundo.

Mas, como surgiu a CNV?

Por incrível que pareça, foi na infância de Marshall. Quando tinha cerca de 9 anos ficou trancado em casa por dias, por conta de um conflito racial em Detroit (EUA), o que provocou a morte de mais de 40 pessoas e deixou 400 feridos.

Esse episódio fez com que se tornasse um pesquisador do relacionamento humano, e descobriu o papel fundamental da linguagem nas relações interpessoais. Com isso, desenvolveu uma abordagem de comunicação (falar e ouvir) que permite uma melhor e mais adequada forma de interação por meio da compaixão.

E o que isso tem a ver com o ambiente corporativo? A resposta é: TUDO!

A alta performance, a eficiência e foco em resultados são expressões rotineiras usadas pelas empresas, e nada há de errado nisso. A questão central está no COMO FAZER.

Não é à toa que vivemos um período de vários movimentos ativistas em prol de causas humanitárias, sociais e de proteção ambiental, e que tem impulsionado a promulgação de leis que impõem comportamentos à sociedade. E, dentro das organizações as dificuldades de comunicação e os conflitos promovem diferentes tipos de assédios onerando o negócio.

A alternativa para isso é adotar a CNV como prática na gestão de pessoas, e para fundamentar trago a explicação do seu fundador:

“A Comunicação Não Violenta se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas. […] Nossas palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando”. (Marshall B. Rosenberg)

A CNV, por ser uma prática consciente, nos leva à reflexão sobre as nossas necessidades e as do outro, identificando a intenção da mensagem e falando por meio da empatia. Assim, o sentimento é o veículo de aproximação entre as pessoas, e que não evita conflitos, mas deixa de desabrochar o caminho da violência.

Ao lado da ONU, Rosenberg esteve à frente de acordos de paz, participando ativamente na mediação de conflitos entre países obtendo resultados impressionantes com a CNV.

Diante de graves situações de conflito a CNV funciona. Por que não introduzir a abordagem da CNV nas organizações?

Pois bem, já há empresas que iniciaram a preparação dos seus gestores frente à CNV, algumas impulsionadas pelo Fórum Econômico Mundial, que publicou o Relatório “O Futuro do Trabalho 2020/2030”, e dentre as dez skills apontadas como necessárias ao desenvolvimento profissional, seis são soft skills: gestão de pessoas, empatia, inteligência emocional, bom senso na tomada de decisão, negociação, etc.

Diante deste cenário, percebemos que a necessidade emergente do avanço tecnológico se tem a urgência em saber o COMO lidar com gente. Os resultados das empresas são frutos do trabalho das pessoas exigindo uma visão orgânica dos negócios, e a CNV é um dos caminhos para essa transformação.

Na prática deve se iniciar com workshop de sensibilização das lideranças para que alterem gradativamente seus comportamentos na comunicação, principalmente nas instruções de trabalho e nos feedbacks. E, para tal mudança, inexistem investimentos financeiros, basta que a área de Recursos Humanos se aprofunde na técnica para implantar o projeto.

Pelo fato de companhias de grande porte estarem na vanguarda do mercado, acredita-se que somente empresas desta natureza devem implementar mudanças culturais, e isso é uma falácia! Basta que se tenha a consciência de que ambientes ausentes de retaliação e de discriminação são melhores e mais saudáveis ao negócio.

Os pilares da CNV são base para uma comunicação saudável, em que a expressão e o ouvir se tornam aliados à promoção de um ambiente corporativo seguro para a demonstração de sentimentos e necessidades diante dos erros. São eles:

  • Observação: aponte as ações e fatos que se observa.
  • Sentimento: explique como se sente em relação ao que se observa.
  • Necessidades: apresente a necessidade que gera esse sentimento.
  • Pedido: peça ações concretas para sanar a situação/problema.

Portanto, empresas de qualquer porte e segmento podem e devem implantar a CNV em suas práticas de gestão de pessoas, na verdade quanto menor a empresa for, mais fácil e ágil.

 

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SOBRE O CEPECAF

O CEPECAF – Centro de Pesquisa e Capacitação da Empresa Familiar tem como propósito dar visibilidade a um tipo de organização de extrema importância econômica e relevância social em nível mundial: a empresa familiar.

O CEPECAF nasceu na FCAV-UNESP, campus Jaboticabal – SP, sob a coordenação geral da Profa. Dra. Lesley Carina do Lago Attadia Galli, docente e pesquisadora da instituição. Atualmente, o grupo vem ampliando sua abrangência, englobando estudantes e pesquisadores de outras universidades brasileiras e do exterior.

A presença do CEPECAF em uma plataforma digital é uma conquista muito importante na medida em que aproxima ainda mais o grupo da comunidade, por meio da articulação de diferentes mecanismos de comunicação e interação junto ao nosso público-alvo.

Certificado pelo CNPq, o CEPECAF realiza diversas de atividades de ensino, pesquisa e extensão, esperando contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento e sustentabilidade das empresas familiares.

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